Está difícil de acreditar, mas o PSDB segue imbatível no Estado de São Paulo. Tanto Alckmin quanto Serra mantém alta performance neste nosso Estado reacionário, burocrata e irracional. O fenômeno se prende, decerto, ao fato de que aqui em São Paulo não há tempo para pensar. Tudo é rápido, ligeiro, menos o povo que anda nas ruas, que é de uma lentidão de dar nos nervos... Achamos! O povo está dopado! Com a contraposição dos benefícios popularescos obtidos com o molusco-mor, abrangendo todas as possibilidades de bolsas de todos os tipos, para todos os gostos e para além das necessidades, aliada à dureza intransigente e burra deste governo estadual, que busca beneficiar além de qualquer imaginação a classe dominante, produziu-se um estado de torpor na população. A classe média, que desde 2008 é apontada como maioria no Brasil, está no meio deste embate entre os bem pobrezitos e os mucho ricos por demais. E é ela que está entorpecida. E é ela que deveria falar e fazer alguma coisa, porque é nos anais dela (se é que você me entende) que as coisas estão acontecendo. Os bem pobrezitos também estão entorpecidos, só que deles não se deve esperar grande coisa, na medida em que as benesses advindas do não-trabalho são suficientes para calar a boca a qualquer um. Ganhar sem trabalhar, muitos da “classe média” também topariam. E calar a boca de qualquer patrão quem não gostaria? “_Cê nu mi maaanda!!!” É assim. Não gostou, me manda embora e eu arranco suas calças na Justiça do Trabalho. Eu sou hipossuficiente. O Estado está aí para me proteger. O risco do negócio é seu...
Neste breve panorama nós temos então a definição das duas classes mais poderosas do país: os pobrezitos e os mucho ricos. O PT protege aos dois, em alternância para tentar ficar bem com todos e pouco a pouco vai seguindo a cartilha neo-liberal do Pior Salário Do Brasil. Já o P(ior)S(alário)D(o)B(rasil) protege os muito ricos, sem alternância nenhuma porque para eles pobre não interessa mesmo. Nesta leitura é óbvio que apesar do grande poder dos pobrezitos, eles ainda perdem feio para os mucho ricos, afinal os mucho ricos são agraciados por todos os lados. Isso é eterno.
O problema é que tem uma classe que acha que é rica e que estaria, portanto, coberta pela proteção intransigente do PSDB, e achando que o PT também lhe sorri. É a classe média mais próxima da linha da pobreza do que da riqueza, mas que acha que é rica, ou que está bem próxima de ser. Esta classe se engana a si mesma e leva de roldão, aqui em São Paulo, o PSDB para o poder, sempre, causando a derrocada de toda a população. Não que o PT esteja ou seja melhor. Não está e não é. Simplesmente está um pouco atrasado na questão do neo-liberalismo. O PSDB já está a todo vapor nisso. O PSDB é isso.
Só mais uma coisa. Está para se iniciar uma política feroz contra as sacolinhas nos mercados. Como sempre tem que haver um vilão ou vilã, a bola da vez , ou o saco da vez são as pobres sacolinhas. Vamos lá. Este é o melhor lugar para falar de lixo. Junto com o PSDB e o PT. Coisas da mesma natureza no mesmo lugar.
Se vocês estão lembrados, até um tempo atrás, não muito tempo, o lixo era recolhido in natura. Como assim?! Simples. O caminhão de lixo passava, nós saíamos para a rua, entregávamos uma lata na mão de um dos agentes da limpeza (politicamente correto? tenho certeza que eles preferem lixeiro mesmo. Eu preferiria.), então eles viravam aquela lata no interior do caminhão, lá entornando o conteúdo do recipiente, após o quê devolviam a lata para nós, que a levávamos de volta para casa e a reaproveitávamos para muitas coletas ainda. Logo se vê que não havia a menor necessidade nem de sacos de lixo, nem de sacolinhas de supermercado que fazem as vezes de saco de lixo. A natureza estava salva!!!!Aliás, reaproveitávamos os jornais, já que as latas eram forradas com eles.
O que aconteceu é que este hábito se perdeu, sendo adotados os sacos de lixo. De plástico, pretos ou azuis, alguns poucos cinzas ou brancos. Não retornáveis. Caros. Daí optou-se pelo uso das sacolinhas de supermercado, até hoje utilizadas, e agora ameaçadas de extinção.
A pergunta que remanesce é a seguinte: até quando as coisas serão decididas desta maneira, sem planejamento? Decide-se que as sacolinhas são nocivas. Muito bem. Aplausos. Qual é a solução? Comprar sacos de lixo? De plástico? Será que eu perdi alguma coisa? O raciocínio está lerdo ou o quê? Troca-se sacolinhas de plásticos por sacos de plástico. O problema está solucionado.
Se me disserem que vão fabricar um produto biodegradável que servirá como envoltório para o lixo, então estaremos diante de uma solução pertinente. É caro? Talvez. Vale a pena? Com certeza. De outra forma é aquele famoso trocar seis por meia dúzia. Pensem nisso antes de declarar guerra às sacolinhas de plástico dos supermercados. E pensem nisso antes de votar. Lugar de lixo é no lixo. Por falar em lixo, veja só isso:
Um comentário:
É a lástima do Brasil, todos os três presidenciáveis principais são tudo a mesma coisa!!!
E essa do serra não saber fazer conta, hein q feio!!!
bjos
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