quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Eleições

Conforme se aproximam as eleições, estabelece-se em nosso espírito uma inquietação fundamental: a dúvida cruel, não é simples estilo de linguagem, é realmente cruel a dúvida quanto ao ser que irá dirigir os destinos de milhões de pessoas, dentre as quais eu mesmo.
Se pudéssemos deixar àqueles que escolhem os seus escolhidos, e simplesmente adotarmos os nossos eleitos... Mas a democracia não funciona assim, na verdade a democracia é apenas a ditadura da maioria. Temos que engolir a escolha de uma maioria que mor das vezes não sabe escolher, ou melhor, quero dizer ou pior, escolhe com seu bolso, por bolsas, ou ainda para proteger interesses escusos de um grupelho de pessoas que concentram a riqueza em suas mãos e por isso acreditam piamente que estão cobertos de razão em tentar perpetuar este estado de coisas. Ou seja, perpetuar a riqueza nestas mesmas mãos sempre. Ou os outros ainda, a perpetuar seus pobres benefícios esmolares, sem pensar ou refletir num real crescimento da qualidade de vida da população como um todo.
Aí a maior parte dos meus concidadãos vem e diz: "_ As coisas funcionam assim mesmo. Não há como mudar isso. Todos que sobem ao poder fazem assim. Político é ladrão mesmo. Isso nunca vai mudar..."
Eu não concordo. Enquanto isso for considerado uma verdade, nós nunca teremos alguém que valha a pena no poder, não pelo menos pelas vias habituais. Isto não é e não pode ser considerado verdade. Por outro lado, se for verdade, se for assim mesmo, mais um motivo então para revolucionar tudo o que aí está e partir para o rompimento e a reconstrução de algo totalmente inovador.
Mas o quê? é impossível deixar de perguntar: seja lá o que for esta inovação, a população, o povo, as pessoas estariam maduras para um grande passo? Até quando se deve esperar? Estarão espontaneamente maduras algum dia? É possível conscientizar este povo? Até que preço se deve pagar para uma elevação de consciência do povo?
As respostas a estas dúvidas trazem em si as respostas a tantas outras questões! A luta pela luta, só para não se dizer que somos cordeiros num rebanho de cordeiros, esta luta têm razão de ser? Ou buscamos uma luta que seja simplesmente eficaz, ainda que seu preço seja altíssimo?
Até quando teremos paciência? Até quando permitiremos que a junção de certas cabeças aos seus respectivos corpos proporcionada por seus honrados e intactos pescoços continuem atrasando a vida e o progresso de milhões de pessoas?

Um comentário:

Mari disse...

Ma, isso é verdade e triste. Meio que na linha do que vc disse vai esse link:
http://br.finance.yahoo.com/noticias/Mais-70-dos-brasileiros-sabem-inmoney-405630100.html?x=0
Beijos