domingo, 27 de junho de 2010

TJ: o que foi feito do dinheiro para o nosso reajuste? Eu acho que já sei...

Não poderia deixar de postar uma informação desta. O Executivo e o Legislativo talvez tenham muito a aprender com o Judiciário... As cifras, qualquer dos três poderes alcançariam facilmente, mas a malandragem, a ginga, o molho, ah! o molho, só o Judiciário tem. Esse ar blasè de pouco caso, esse se fazer de morto, não-é-nem-comigo, essa arte só este poder ordinário, salafrário e mal-caráter é que tem...
Não acreditam? Vejam o link:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/756201-cnj-intima-tj-sp-a-provar-que-forneceu-dados-de-auxilio-voto.shtml
 Mas também não me agüento, transcrevo com os créditos e tudo:

24/06/2010-09h39



CNJ intima TJ-SP a provar que forneceu dados de "auxílio-voto"
FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) intimou o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) a provar que cumpriu decisão do conselho que determinou à corte e aos magistrados que receberam "auxílio-voto" a fornecer dados financeiros sobre o subsídio.
O "auxílio-voto" é um subsídio concedido por produtividade a juízes de 1ª instância para que julguem casos de 2ª instância como forma de desafogar o Judiciário.
No dia 20 de abril, o CNJ ordenou ao TJ-SP que informasse, dentro de 30 dias, os valores pagos e os extratos bancários de juízes que receberam o aporte.
Também determinou a devolução pelos juízes da quantia recebida acima do teto constitucional e o recolhimento dos tributos devidos.
O CNJ deu aos magistrados outros 30 dias para que apresentassem suas defesas. Até agora, nem o TJ, nem os magistrados se pronunciaram.
Segundo o relatório do conselheiro Marcelo Neves, juízes paulistas recebiam o subsídio fora do contracheque, em depósito em conta corrente. Em alguns casos, a quantia era "superior ao dobro do que recebe um ministro do STF [R$ 26.723]". Um deles recebeu R$ 88 mil.
No voto, Neves afirma que o resultado do pagamento do "auxílio-voto" foi "nefasto aos cofres públicos". Ele determinou que a Receita Federal fosse notificada para que cobrasse tributos que não tivessem sido pagos.
Para o conselheiro, o não cumprimento da entrega da documentação pedida leva "à evidência de descaso" com o CNJ e revela que "os responsáveis por tais condutas atuavam sob manifesta intenção de encobri-los".
Pelo menos desde janeiro de 2009 a corte tem se recusado a prestar informações ao CNJ.
O TJ-SP afirmou que não foi notificado da decisão de 20 de abril, e que, portanto, não poderia se manifestar.
A assessoria de Neves disse que a intimação é feita eletronicamente. Pela decisão de anteontem, o TJ-SP tem cinco dias úteis para cumprir as intimações.

sábado, 26 de junho de 2010

Assinatura do pedido de CPI

Bora assiná esse trem! é muito dinhero rolando nessa mulesta e ninguém tá di zóio nisso. É a peste da buboinca! O seu viana e seus cumparsa tá percisando mermo é di vigilança. Enquanto o cabresto corri froxo eles tão fazendo é a farra du boi. Bora, assina logo... si fossi rivista di muié pelada tu já tava é assinando... vai cabra safado, dexa de quenguisse....

http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/6418/1

domingo, 20 de junho de 2010

Vídeo informativo - veja e aprenda

http://www.youtube.com/watch?v=kMGVBopRzUI


Valorosos amigos desenvolveram este vídeo em que se explica à população o motivo de nossa greve.
O resultado é muito bom. No entanto, as pessoas devem ter "ouvidos de ouvir" e não deixar que a preguiça mental interrompa o fluxo de raciocínio gerado a partir da informação. Cada um é responsável em entender o quanto pode ser e é efetivamente prejudicado por este tipo de postura de um órgão da administração pública, fadado ao princípio da legalidade. Este princípio norteador do direito ensina que todo o órgão da administração pública é obrigado a se portar de acordo com a lei. Não é como o cidadão que pode escolher se segue ou não a lei e sofre as conseqüências de sua escolha. NÃO!!! o Estado, em todas as suas manifestações está obrigado à lei. Não tem escolha possível.
Portanto, se em uma circunstância o Estado não cumpre o previsto em lei, ele bota em risco todo o conceito de legalidade em todos os assuntos. Onde eu quero chegar com esta conversa? Que você, cidadão, que não dá a mínima para o que está acontecendo conosco, funcionários públicos estaduais, federais e do raio que o parta, deve colocar suas barbas, se as tiver, de molho pois a próxima vítima da ilegalidade do Estado será você. E então poderá ser tarde para reclamar...
Vejam sobre este tema o que diz Martin Niemöller

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar." Diria mais, como não sou funcionário público, não me incomodei...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O confitente

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, instituição vanguardista, plenamente identificada com o que há de mais moderno e eficiente, com seus julgados magníficos, surpreendentes e inovadores, inova mais uma vez. Inaugura uma nova era cheia de segurança jurídica ao fazer com que todos aqueles que tenham um exemplar da Constituição Federal de 1988 possam jogá-lo fora, ao lixo, que segundo o Tribunal, é onde deveria estar a Constituição há muito tempo.

É isto mesmo. Não é maravilhoso um Tribunal como este? Capaz de se autogovernar, e aos seus funcionários e porque não? Aos seus jurisdicionados também.

Cidadãos, joguem fora, rasguem e pisoteiem a Constituição, porque para nada ou para bem pouco ela serve. Inclusive, tomando emprestada a “Teoria da árvore com frutos envenenados”, deveria também ser pilhada fora toda a legislação infra constitucional oriunda da Carta Magna. Não é excitante isso? O Estado da barbárie se instalando pouco a pouco e ninguém parece perceber o que está acontecendo?

A divisão leonina dos recursos (1 parte para você, 3 partes para mim... é só um exemplinho para aqueles que têm mais dificuldade...) é prática das mais modernas e difundidas em todo o globo terrestre, não é mesmo? É porque o que é bom todo mundo quer, por isso prevalece. “Ah! O senhor que levantou a mão, o que é que diz? Como? não é bem assim? Estão dizendo que estou enganado? Não é bom para todos? E daí? Esqueceram-se de que quem cala consente? Ou, melhor ainda, confessa?” Senhor confitente, não abra a sua boca para reclamar nunca mais. Só jogue seu exemplar da Constituição fora. Mas o faça com cuidado para não parecer que é por acinte. Eles podem se irritar com o senhor. Para um covarde isto já é o bastante.

O senhor confitente e outros tantos da sua laia já fizeram a parte deles para acabar com o conquistado por várias pessoas que morreram ou que viveram situações extremamente penosas para que nossos direitos fossem implementados. Pode abrir um sorriso e sentir aquela sensação de missão cumprida. No ritmo que a coisa vai, é missão cumprida mesmo...

Para maiores elucidações sobre este tema, leia também o best-seller, sucesso absoluto de vendas, o famoso: “Como sabotar a si mesmo e ainda fubecar o seu colega” do ilustríssimo senhor Dezzem bar Gador. Na verdade este autor se especializou na sabotagem alheia, mas orienta que os princípios são basicamente os mesmos sendo facilmente aplicáveis à auto-sabotagem. A segunda parte do título dispensa comentários. Todo mundo sabe mais ou menos como fazer isso. Talvez você não encontre mais este título disponível, pois as edições estão esgotadas e quem já comprou e leu não larga mais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Agora o poema inteiro...

NO CAMINHO COM MAIAKÓVSKI
Eduardo Alves da Costa


Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne a aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

Se você não faz nada por seus direitos...

http://www.revista.agulha.nom.br/autoria1.html

Os textos abaixo inseridos, foram extraídos do site que pode ser acessado por meio do link acima.
Para ler e refletir.

Eis o fragmento de Eduardo Alves da Costa:


No caminho com Maiakóvski

"[...]

Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor

do nosso jardim.
E não dizemos nada.



Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.

Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,


conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

[...]"


Martin Niemöller
"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar."
 
 
 
Bertold Brecht
 
"Nós vos pedimos com insistência:

Nunca digam - Isso é natural
Diante dos acontecimentos de cada dia,
Numa época em que corre o sangue


Em que o arbitrário tem força de lei,
Em que a humanidade se desumaniza
Não digam nunca: Isso é natural
A fim de que nada passe por imutável."

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Luta: vitória ou derrota?

Todos são unânimes.
Se não houver união as coisas não irão se desenrolar. A causa não avançará e as reivindicações não serão sequer ouvidas, quanto mais atendidas. É fato. Sobre isto parece-me que não há dúvidas.
Dúvida resta, sim, diante de tanta certeza, do porquê então não se toma a atitude mais correta, mais digna e eficaz: parar tudo o que está fazendo em prol de uma instituição moralmente falida e começar a fazer um trabalho coerente a favor de companheiros moralmente valorosos e de si mesmo. Reaja à injusta ofensa!
Debates acalorados sobre o time de futebol, sobre políticos (não me refiro à nobre arte da política) e sobre aspectos religiosos não trazem crescimento, nem tampouco enchem os bolsos de dinheiro. No entanto, destas coisas é o que mais se vê e se ouve falar. Não quero colocar em questão aqui o calor das discussões envolvendo o derrière alheio, a não ser pelo aspecto de que o Tribunal deseja insanamente introduzir uma dura medida nos anais do funcionalismo. Mas, por ora, abandonemos esta vertente.
Venha, sim, debater o que de prático pode ser feito para melhorar a sua, a nossa e a situação de todos. Mas, o mais importante é que: _ Venha!
Não é hora de timidez. Não, não se ruborize diante dos companheiros. Todos erramos, dizemos palavras tortas, adotamos frases capengas, mas dizemos tudo o que queremos e somos entendidos no que é preciso.
Que o seu rubor seja de indignação, pois você vive soterrado, seu pobre braço amarrotado emergindo fracamente da pilha de processos onde você está encarcerado. E o seu carcereiro é aquele mesmo que habita em luxuosos gabinetes, onde há profusão de tapetes vermelhos e nenhum rubor...
Só queremos que você também seja um vitorioso... E o que isto significa?
A vitória e a derrota são perspectivas. Ambas envolvem acontecimentos do mundo fático, mas a sensação de vitória e de derrota vai do comprometimento de cada um com a luta em si mesma. 
A luta é o caminho que se segue para alcançar o objetivo e este caminho, embora seja um meio, deve ser apreciado por seu próprio valor. É como caminhar para chegar a algum lugar, mas apreciando o caminho. Aprendendo com ele. Então, é como lutar para conseguir algo, mas apreciando a luta. Aprendendo com ela.
Portanto, seja você também um vitorioso! Venha aprender com a luta.