Se reclamassem mas fizessem algo para alcançar uma melhoria a respeito do tema da reclamação, ótimo. Mas também não fazem. Nem mesmo quando outras pessoas começam algo, os reclamões não conseguem se mexer e simplesmente acompanhar. Não. Porque na verdade, o que eles querem é reclamar.
Outra coisa é a falta de senso de oportunidade e companheirismo. Oportunidade não no sentido mais conhecido e normalmente mais usado de oportunismo. Não. É aquela acuidade de perceber as proporções dos acontecimentos e posicionar-se para o o enfrentamento destes acontecimentos na oportunidade em que ocorrem ou no momento em que se percebe sua lesividade a um direito plenamente adquirido, regulamentado, mas que não teve seu implemento respeitado. E a falta de companheirismo se observa porque todas as contingências pessoais são mais importantes do que a dignidade do grupo, na postura dos reclamões.
Então não se trata apenas de uma briguinha por causa de um aumentozinho ou de uma reposiçãozinha; é uma briga por um direito que foi lesado, por um desrespeito ao que manda a lei. É por isto a briga. É como o aluno com a nota. Às vezes o que se pede não é um aumento da nota, mas sim o reconhecimento do acerto daquela resposta na prova. A nota é mera conseqüência dos acertos e dos erros no instrumento de avaliação. Agora, tem aluno que não exige a justiça do acerto, não cobra o direito, reclama do professor e continua na mes
ma mediocridade. Que não exija, mas que não reclame também! Tendo eleito a mediocridade como sistema de vida, deleite-se com ela. E seja palhaço do seu senhor, o Egrégio Tribunal, ave, ave, César, César!!!Elton John e Kiki Dee!
2 comentários:
Marcelo, infelizmente não consegui ver o vídeo que vc postou no blog. Quanto a imagem é pertinente, pois é um palhaço, triste, mas um palhaço. Ou seja é isso que ele passa aos outros, com suas reclamações e zero atitudes, sou um bobo da corte amargurado, só divirto os demais, isso se divirto. E tb é o que é feito de bobo, e justamente por não fazer nada, ele é feito de bobo!
Quanto ao texto, isso de reclamar e nada fazer é algo mto comum, e digamos em todos os sentidos e aspectos da vida. Não pensamos o que fazer para melhorar, para mudar a realidade presente, só pensamos em reclamar, nunca levamos em conta a nossa responsabilidade sobre a nossa realidade e o que podemos realizar para mudá-la e isso deixamos ao cargo dos outros. E quanto à greve vc está certo, o que importa é direito lesado que se não reclamado, vai se tornar banalizado. Tem um poema que diz de
Bertolt Brecht, e diz assim:
Na primeira noite, eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim: não dizemos nada.
Na segunda, já não se escondem. Pisam as flores, matam o nosso cão e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Mariana, maravilhoso seu comentário, tanto a análise quanto a forma empregada para dizê-la. Obrigado pela força! Beijos
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